"Nunca mais um Brasil sem nós”: Aldeia Vitória abre caminhos para o conhecimento e a memória Tabajara.
Mais vez a Aldeia Vitória, foi espaço protagonizado de conhecimento e aprendizagem. Desta feita, as escolas ECIT Ilza Ribeiro e a Escola Municipal Noêmia Alves, cumpriram a Lei de Diretrizes e Base da Educação – LDB, a Lei nº 11.645/2008, que diz: O estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena é obrigatório nos ensinos fundamental e médio, em escolas públicas e particulares. Turmas de estudantes, foram levadas por professore em aulas campo para conhecer a cultura indígena in loco. O Cacique Ednaldo Tabajara fez uma fala importante, contou que os seus ancestrais chamavam aquele povoado de Jacoca, que assim era conhecido aquele lugar e que muitos anos depois veio o nome de Conde, as crianças ficaram maravilhados pela informação. Os indígenas Tabajara estão na luta pela demarcação do território e pela busca da sua identidade que durante um século passou por esquecimento, atos dessa magnitude dão a visibilidade e transforma as histórias dos seus antepassados em aventura no consciente das crianças e é por onde nasce uma educação vindoura sem o embranquecimento dos colonizadores, e as práticas educativas dos Tabajara possam ser perpassadas sem nenhum tipo de preconceito ou negativismo para educação formal, lembrando que toda interação com a natureza, com o meio são interações que intermedeia a aprendizagem significativa. A oralidade é a ferramenta que conecta milhares de sabres que não pode ser apagado ou simplesmente esquecido por um povo, a certeza das histórias e das cantigas são estratégias de um povo que não conseguiu gritar ou se defender do seu pai colonizador, mas que guardaram o saber em seu coração e nas
escondidas da mata se passavam para os seus mais jovens. Diante das circunstâncias que os Tabajara voltando a sua retomada em 2006, em pleno 2026, poder contar a sua verdade e expor a sua cultura é um sinal de que não existe mais um Brasil ou melhor uma Paraíba sem os povos Tabajara. “Nunca mais um Brasil sem nós” Ednaldo Tabajara.




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