Chamas que não apagam a memória: a resistência e a força ancestral do povo Tabajara.
A Aldeia Severo Bernardo viveu momentos de profunda dor e comoção. Um incêndio criminoso consumiu a oca da comunidade, deixando em cinzas um dos seus maiores símbolos e marcando o cotidiano dos seus habitantes com lágrimas e indignação. Após este criminoso incêndio da oca a comunidade transforma a dor em símbolo de união, reafirmando o pertencimento e o amor à Mãe Terra. O lema da resistência ecoa com firmeza nas terras do povo Tabajara. Guardiões de uma força ancestral profunda, os Tabajara carregam no sangue a determinação histórica de existir e de assegurar a sua permanência nos espaços que, ao longo de mais de um século, lhes foram sistematicamente negados. Mas a força que existe e corre no sangue de um povo forte, não se pára com facilidade, não existe mais um país sem os indígenas, não existe mais uma Paraíba sem os Tabajara, o fogo não para a essência do existir, as ofensas não vão mais que a espiritualidade, o amor vence e o Povo Tabajara Vive.






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